ACT Claro: Mais uma reunião com proposta abaixo do esperado e SINTTEL recusa!

Na quarta-feira, 08/10, a Comissão de Negociação da FENATTEL, da qual o SINTTEL faz parte, realizou mais uma rodada de negociações com a Claro para tratar do Aditivo -clausulas econômicas- ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027 e do PPR 2026.
Mais uma vez, a empresa apresentou uma proposta muito abaixo das expectativas e das reivindicações dos trabalhadores. Para a bancada sindical, os avanços foram insuficientes e não refletem a realidade da categoria nem os resultados e a capacidade econômica da Claro.
Propostas da Claro não repõem sequer a inflação
Na primeira rodada, a empresa apresentou:
- Reajuste salarial de 2,4%, somente em março/2027;
- Abono de R$ 800, condicionado à aprovação da proposta em assembleias;
- VR/VA: 3,2%, a partir de fevereiro/2027;
- Auxílio-creche: 3,2%, a partir de fevereiro/2027;
- Demais benefícios: 3,2%, a partir de fevereiro/2027.
Diante da pressão sindical, a Claro apresentou uma segunda proposta:
- Reajuste salarial de 2,8%, a partir de fevereiro/2027;
- Abono de R$ 1.000, condicionado à aprovação em assembleias;
- VR/VA: 3,5%, a partir de janeiro/2027;
- Auxílio-creche: 3,98%, a partir de fevereiro/2027;
- Demais benefícios: 3,5%, a partir de janeiro/2027.
O problema é evidente: a inflação do período ficou em 3,98%. Ou seja, a empresa sequer propõe a reposição integral da inflação nos salários e na maioria dos benefícios. O índice integral de 3,98% foi aplicado apenas ao Auxílio-Creche e ao Auxílio para Dependente com Deficiência.
PPR 2026
No PPR 2026, a empresa recuou em alguns pontos, mantendo a elegibilidade nos mesmos padrões redacionais do acordo anterior.
Além disso, diante da pressão da representação sindical, a Claro garantiu o pagamento do PPR na sexta-feira de Carnaval de 2027, como tradicionalmente ocorre.
Ainda assim, o conjunto da proposta permanece distante das reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Sindicatos pedem valorização da categoria
Para o SINTTEL e os demais sindicatos que integram a Comissão da FENATTEL, não existe justificativa para uma proposta que penaliza justamente quem faz a empresa funcionar e gerar resultados.
A data-base da categoria é 1º de setembro, mas a Claro insiste em postergar o reajuste para o ano seguinte, provocando perdas aos trabalhadores.
Também não aceitaremos um abono de apenas R$ 1.000, que não corresponde às reivindicações da categoria. A posição dos representantes dos trabalhadores é clara: o abono precisa ser maior e proporcional ao salário.
As duas propostas apresentadas pela empresa foram recusadas pela bancada sindical.
A negociação continua
Como não houve consenso, uma nova rodada de negociação está marcada para 14/10.
O SINTTEL seguirá firme na mesa de negociação, defendendo reajuste digno, reposição das perdas, valorização dos benefícios, PPR justo e respeito à data-base.
Trabalhador não quer migalhas. Quer valorização, respeito e a justa remuneração pelo seu trabalho.
SINTTEL e FENATTEL seguem na luta.
Acompanhe as informações do SINTTEL pelo site e pelas redes sociais.